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Minicurso
GTC
Este minicurso tem como objetivo introduzir de forma didática e acessível os fundamentos da Física de Partículas, aproximando os alunos da graduação de temas atuais de pesquisa. Ao longo de 8 encontros, serão abordados conceitos centrais e desenvolvimentos recentes da área, com foco na construção de uma base sólida e no estímulo à participação ativa em discussões científicas
As inscrições abrem dia 28/07
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Participe do minicurso Introdução à Física de Partículas, promovido pelo grupo GTC em parceria com a Pós-Graduação em Física da UFMT.
Serão 8 encontros presenciais, gratuitos, com linguagem acessível, materiais didáticos e espaço para perguntas e discussão.
🕒 Segundas-feiras, às 16h
📍 Sala 222 – Instituto de Física/UFMT
📅 Início: 04/08. Vagas limitadas!
➡️ Preencha o formulário abaixo para garantir sua vaga.
Aulas
O Modelo Padrão é extremamente bem-sucedido em descrever a maioria dos fenômenos conhecidos da física de partículas, mas ele não é a teoria final da natureza. Existem limites claros em sua capacidade de explicar certos aspectos fundamentais do universo.
Um exemplo importante são os neutrinos: no Modelo Padrão, eles são considerados partículas sem massa, mas experimentos demonstraram que os neutrinos oscilam entre diferentes "sabores", o que só é possível se possuírem massa, ainda que muito pequena. Essa descoberta exige uma extensão da teoria.
Outro limite é a gravidade. Enquanto as outras três forças fundamentais são descritas com sucesso, a gravidade não se encaixa na estrutura do Modelo Padrão. A sua descrição ainda depende da relatividade geral de Einstein, e a busca por uma teoria quântica da gravidade continua aberta.
Além disso, observações cosmológicas revelaram que a matéria visível, aquela formada pelas partículas conhecidas, representa apenas uma fração do universo. A maior parte é composta de matéria escura e energia escura, cuja natureza permanece misteriosa e não é explicada pelo Modelo Padrão.
Essas limitações mostram que, embora o Modelo Padrão seja uma ferramenta poderosa, ele é incompleto. Resolver essas questões, massa dos neutrinos, unificação com a gravidade e a compreensão da matéria e energia escuras, é um dos grandes desafios da física contemporânea, guiando pesquisas para teorias além do Modelo Padrão.
A antimatéria é composta por partículas que têm as mesmas propriedades de suas correspondentes de matéria, exceto pela carga elétrica e alguns outros números quânticos. Quando uma partícula encontra sua antipartícula, ambas se aniquilam, liberando energia, um fenômeno observado e estudado experimentalmente desde a descoberta do pósitron em 1932. Esse conceito não é apenas teórico: antiprótons, pósitrons e outras antipartículas são produzidos rotineiramente em aceleradores, permitindo investigar as simetrias fundamentais do universo e testar se a física trata matéria e antimatéria da mesma forma.
Os diagramas de Feynman são ferramentas gráficas que descrevem como as partículas interagem. Cada linha e vértice do diagrama representa partículas reais ou virtuais trocando momento e energia, permitindo calcular as probabilidades de processos quânticos complexos. Com eles, a física de partículas torna-se previsível: desde o espalhamento de elétrons até a produção de novas partículas, tudo pode ser descrito com precisão.
A física experimental é o pilar que valida essas teorias. Detectores sofisticados e aceleradores de partículas permitem observar interações de altíssima energia, medir propriedades fundamentais e confirmar previsões teóricas. Experimentos verificam se as leis da física são simétricas entre matéria e antimatéria, testam o Modelo Padrão e buscam sinais de novos fenômenos além dele. Assim, teoria e experimento trabalham juntos: os diagramas de Feynman mostram como os processos devem acontecer, e os laboratórios nos dizem se a natureza realmente se comporta assim.
O Modelo Padrão é a teoria que descreve as partículas fundamentais e as forças que atuam entre elas, com exceção da gravidade. Ele reúne décadas de descobertas experimentais e avanços teóricos em uma estrutura matemática capaz de prever com precisão como as partículas se comportam e interagem.
De acordo com o Modelo Padrão, existem duas grandes classes de partículas: férmions, que constituem a matéria (como quarks e léptons), e bósons, que são responsáveis por transmitir as forças fundamentais. O fóton transmite a força eletromagnética, o glúon, a força forte, e os bósons W e Z, a força fraca. Além disso, o modelo prevê a existência do bóson de Higgs, cuja interação com as partículas gera a massa delas, uma descoberta confirmada experimentalmente em 2012.
O Modelo Padrão é sustentado por princípios como a mecânica quântica, a relatividade restrita e o teorema de Noether, que garantem coerência matemática e simetria às interações. Ele também exige o uso de conceitos como carga, spin e energia para descrever as partículas.
Apesar do enorme sucesso, o Modelo Padrão não é uma teoria completa. Ele não inclui a gravidade, não explica a matéria escura nem a energia escura, e não responde por que existem exatamente três gerações de férmions.
Mesmo assim, o Modelo Padrão é a base da física de partículas atual, um verdadeiro manual que nos permite compreender os componentes fundamentais do universo e suas interações com grande precisão.
A física de partículas não estuda apenas quais são as partículas fundamentais, mas também quais leis e princípios determinam seu comportamento. Para entender o Modelo Padrão, é preciso conhecer as ideias que servem como pano de fundo da teoria.
Um desses pilares é o teorema de Noether, que mostra uma conexão profunda entre simetrias e quantidades conservadas: sempre que uma lei da física não muda sob certo tipo de transformação, existe uma grandeza física que permanece constante. Por exemplo, a simetria no tempo implica conservação da energia, e a simetria no espaço implica conservação do momento.
Outro pilar é a Relatividade Restrita, que nos obriga a repensar as noções clássicas de espaço e tempo. Essa teoria mostra que o tempo não passa do mesmo jeito para todos os observadores e que nada pode viajar mais rápido do que a luz — conceitos essenciais para descrever partículas que se movem a altíssimas velocidades.
Além disso, a Mecânica Quântica traz a surpreendente ideia da dualidade onda-partícula: elétrons, fótons e outras partículas podem se comportar tanto como ondas quanto como corpúsculos, dependendo de como são observados.
Juntas, essas teorias revelam que massa, carga, spin, energia e momento não são apenas números isolados, mas refletem profundas simetrias da natureza. Elas formam a base matemática e conceitual que sustenta o Modelo Padrão, guiando nossa compreensão de como as partículas interagem e como as forças fundamentais moldam o universo.
A física de partículas é o ramo da ciência que estuda os menores blocos de construção do universo — as partículas fundamentais — e as forças que atuam entre elas.
Durante muito tempo pensou-se que os átomos eram as menores partes da matéria. Depois, descobriu-se que os átomos são formados por partículas ainda menores: elétrons, prótons e nêutrons. Mas os cientistas foram além: viram que até mesmo o próton e o nêutron são feitos de partículas ainda mais fundamentais chamadas quarks.
Atualmente, sabemos que toda a matéria é feita de quarks e léptons (como o elétron). Além disso, existem partículas responsáveis por mediar as forças da natureza, como o fóton (que transmite a força eletromagnética) e o glúon (que mantém os quarks unidos dentro dos prótons e nêutrons). Todas essas partículas fazem parte do chamado Modelo Padrão da física de partículas.
Para estudar essas partículas minúsculas, os cientistas usam enormes máquinas chamadas aceleradores de partículas, que colidem partículas em altíssimas velocidades, recriando condições parecidas com as do início do universo.
Em resumo, a física de partículas busca responder perguntas como:
Do que é feita a matéria?
Quais são as menores partes do universo?
Como essas partículas interagem e formam tudo o que existe?
Essa área nos ajuda a entender desde os átomos em nosso corpo até os processos que aconteceram logo após o Big Bang.
Conteúdo Programático
Parte 1: Fundamentos e Motivação
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A Física de Partículas: Estrutura da matéria, escala de distâncias, papel da física moderna.
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História das descobertas: do átomo aos quarks, modelo atômicos, descobertas do elétron, próton e nêutron.
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Campos, partículas e forças: Campos clássicos e quânticos, diferentes descrições de partículas.
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As interações fundamentais da natureza: Gravidade, eletromagnetismo, nuclear fraca e forte.
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A linguagem da simetria e conservação: Energia, carga, momento; papel das simetrias e Noether.